quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

cap 10 - Nada ficara igual...

Ele havia voltado sim, eu podia sentir seus labios nos meus, seus olhos a me olhar, mas suas palavras eram secas e vazias, algo havia mudado naquele ser, que eu não poderia explicar, por que algo também havia mudado dentro de mim. Chorei ao beija-lo, como se o tempo tivesse que parar naquele instante para que ele sentisse o quanto sofri sua ausencia, mas nada nunca preencheria todo o sofrimento e todas as palavras que eu gostaria de ter dito, todas as descobertas que queria fazer ao seu lado ao longo daqueles anos sofridos...Uma mágoa muito grande existia em meu peito. - Você...onde você esteve por todos esses anos - perguntei me afastando dele - - Eu viajei pelo mundo, tentando buscar uma cura - ele sentou longe de mim pois percebeu que eu estava ressentida - - Como assim uma cura, o que quer dizer com isso... Ele levantou-se e ficou um tempo calado, olhou pelas janelas, e so entao virou-se e começou a falar: - Estive procurando uma cura para o vampirismo, eu sei que pode ser dificil imaginar o fato de me corpo poder voltar a vida, ser humano novamente, mas haviam boatos de que poderia existir uma cura, então para poder estar ao teu lado vivo, envelhecer e morrer com você, eu fui atras, fui para toda a parte do mundo seguindo os indícios, mas quando em fim cheguei no bando de vampiros que diziam ter conseguido a cura, vi que tudo não passava de um mito, uma lenda... - ele baixou a cabeça - não existe forma, não existe voltar a atras, existem ervas que diminuem o desejo por sangue, mas nada pode me trazer de volta a vida. Eu não sabia o que dizer, engoli seco aquelas suas palavras, por que dentro do meu peito eu sentia aquela sua dor de impotencia diante da morte. - Você não precisa ser humano para que eu lhe ame - eu disse tentando conforma-lo - não importa quanto tempo passar eu quero estar ao teu lado, dessa forma, pra sempre, quero ser como você. - Não - ele gritou me empurrando - tudo o que mais quero eh que você possa continuar viva, minha menina - Ele me abraçou, eu não tinha palavras, por que se ele sofria daquele jeito só de pensar em me transformar, era por que realmente dava valor a minha vida. - Quem era aquele outro vampiro - perguntei lembrando que havia um perigo iminente na cidade - - Thiago é recem transformado, ele esta incontrolavel, em minha viagem assustou-me o fato de um vampiro mais antigo estar transformando pessoas sem ao menos pensar no desequilibrio que esta causando, tem cidades pequenas que foram devoradas por esses seres inexperientes, quando soube que esse estava vindo para essas bandas, tive que segui-lo, senti muito medo de que pudesse lhe fazer mal, estou caçando um a um para ensina-los a conviver com os humanos, mas se ouver reistencia terei que mata-lo. - Mas como mata-lo, vocês são imortais... - Existem algumas formas de se matar um vampiro, arrancando-lhe a cabeça, ou com uma estaca de prata no coração. - E o sol, o sol não mata vocês - Não, o sol causa queimaduras e mal estar, mas não chega a nos matar, agora preciso que você fique aqui, que vou ver onde ele esta se escondendo, eles sempre deixam rastros, não sabem ser discretos, eu volto logo, não se preocupe que não ei de fazer nada ainda.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

cap9 - O estranho reencontro

Anos ja haviam se passado desde que meu amor fora embora, e apesar de ter experimentado um pouco da vida, ainda me sentia vazia, como se faltasse um sentido a mais, um sorriso a mais que pudesse preencher o vazio. Eu havia amadurecido, completaria 25 anos naquele ano, mas minha aparencia era a mesma, eu tinha o mesmo rosto de menina desde meus 17 anos, e todos os dias que me olhava no espelho era como se o tempo não tivesse passado, e a unica coisa que restou dele ali era uma pequena marca no meu pescoço do dia em que me mordera. Sentei-me na cama em frente ao espelho, e ali fique por longos minutos olhando a cicatriz, era estranho o por que eu não havia me transformado como ele, na epoca era tudo o que eu mais queria, mas agora eu era uma mulher e precisava agir como uma mulher e esquecer aquele cuja falta mudara toda a minha existencia. Eu me dedicava em meus dias, a ajudar as pessoas, trabalhava numa clinica como enfermeira voluntaria, não tinha descoberto minha vocação, mas sabia que queria ajudar, e que aquilo era a unica coisa que fazia eu me sentir bem diante a vida. Mas naquela manha eu precisava de algo a mais, coloquei um vestido bonito, arrumei os cabelos, dei um beijo em minha mãe e sai, sai sem rumo mesmo, a pensar nas pessoas que eu havia conhecido, nos beijos e no sentimento que cada um me despertara, precisava decidir o que fazer de minha vida, todos ja me falavam em casamento e minha mãe insistia que ja estava na hora de eu ter minha propria vida, minha propria familia... Quando percebi tinha caminhado alguns kilometros e estava em frente a casa daquele homem o qual me salvou anos atras, quando eu tentara me matar, pensei em bater na porta, quem sabe lhe dizer um oi, mas vi entre o vidro que ja havia a presença de uma mulher la dentro e que o cão pirata brincava e pulava em suas pernas alegremente. Decidi não parar, e segui em direção a pracinha da cidade, pensando no garoto que havia beijado na chuva, e quão bonito e inesquecivel havia sido aquele gesto, afinal era tudo que eu precisava naquele momento, sentei-me num balanço e pensei de coração como seria bom voltar atras e dizer a ele para que nos vissemos novamente, dizer a ele que aquele beijo fora o mais completo que havia recebido em anos, o mais cheio de sentimentos bons... Mas eu não tinha o direito de levar a minha tristeza á essas pessoas, por que eu não sabia amar, não conseguia amar ninguem mais, senti uma dor forte forte na cicatriz no pescoço e lagrimas saiam sem parar dos meus olhos, olhei para o lado e o balanço estava embalando-se sozinho, eu sabia que era ele, mas faziam anos que ele não se manisfestava, por que agora... Caminhei sem sessar sentindo que a escuridão da noite ja tomava conta do céu, e aquela era mais uma noite de lua cheia, nunca tive medo da noite, mas aquele ar gelado e aquela dor no pescoço estava me assustando, percebi um volto passar rapido ao meu lado e vi duas conhecidas mais adiante conversando e dando risada em frente suas casas, me encostei de instantane ao lado de uma casa, como se algo me empurrasse e naquele momento um vulto preto passou por elas e numa rapidez incrivel levou uma delas, houveram gritos e desespero, a outra não parava de gritar, as pessoas sairam para a rua, a policia logo chegou, mas eu não queria me envolver naquilo, por que ninguem acreditaria no que eu vi, minha cabeça não parava de rodar, estava confusa, aquele vulto não era ele, eu sabia que não poderia ser ele, então corri o mais rapido que minha pernas aguentavam diretamente para o cemitério, ouvi gritos agonizantes que iam se envaindo, até que vi ao longe um homem de preto sobre o corpo ja inerte da garota, e só conseguia pensar "não é ele, não é ele" Respirei fundo, e senti uma mão me puxa e tapar minha boca... Gelei Meu coração disparou... E pude ver novamente aqueles olhos azuis assustados e acolhedores... Eu sempre pensava em o que sentiria se voltasse a ve-lo, como seria, mas jamais pensei que seria tão forte aquela sensação, era uma dor no peito de querer abraçar, apertar, beijar seus labios...e ao mesmo tempo era como uma angustia de te-lo procurado tanto e tanto... - Silencio - ele disse no meu ouvido caminhando muito lentamente, me levando pra longe do homem de preto. - precisamos salva-la - eu disse tentando puxa-lo de volta - tarde demais, ela esta morta, é melhor sairmos daqui antes que ele termine de se alimentar! Eu não disse mais nada apenas concordei, por que se ele também estava com medo é por que realmente era algo a ser temido, nos afastamos lentamente do cemitério e caminhamos numa estrada desconhecida, onde lá ao fundo havia uma casinha muito bonitinha. - Entre! Ele me disse abrindo a porta. Eu entrei, mas parecia que da minha boca não saiam palavras, eram tantas coisas que eu queria dizer-lhe, mas nada, nada saia, segurei-o pelo braço e o abraçei em silencio, só precisava daquele abraço apertado e friu, pra sentir que aquilo não era um sonho. - Você esta bem...- ele perguntou me olhando nos olhos - - Agora sim eu estou bem - eu toquei seus labios com os meus, percebi que ele queria evitar mas que não conseguia - Nos beijamos com tanta saudades, que as lagrimas rolavam do meu rosto ao mesmo tempo, foi um beijo salgado, mas o beijo mais doce que ja sentira... Ele havia voltado...

sábado, 1 de dezembro de 2012

cap 8 - Em um piscar de olhos

Como um piscar de olhos, os dias se tornaram semanas, as semanas se tornaram meses, e todas as manhãs quando eu abria os olhos era um novo dia, sem planos definidos, sem grandes esperanças, eu passei a viver cada dia como único, as vezes me sentia sozinha, mas parecia que cada vez que pensava nele, me acendia dentro do peito uma vontade de viver coisas diferentes, de correr atras de um tempo perdido ao espera-lo. Passaram-se dois meses, que eu havia conhecido aquele desconhecido, e os dias que passávamos juntos eram aconchegantes e divertidos, mas não completavam meu peito que ainda parece vazio, sem esperanças de que alguem pudesse realmente mudar minha vida, mudar o que eu sentia. No fundo eu sabia que aquele desconhecido, tinha no peito mais magoas do que eu podia imaginar, e quem sabe mais medo de sentir algo por alguem que eu propria. Dessa maneira nos afastamos, e este afastamento foi simples, sem magoas, sem palavras, sem ações, simples assim, cada um ficou na sua sem lutar por algo a mais, e aos poucos foi sobrando a amizade... Dói pensar que poderia ter dado certo, se ambos estivessemos dispostos a nos amar, mas para isso era necessario deixar o passado pra tras e naquele momento nenhum dos dois estava preparado pra isso. Com os dias parei de pensar em continuidade, conhecia as pessoas que me alegravam por momentos, mas apenas por momentos, sem pensar que uma dessas pessoas poderia preencher o vazio do meu coração. Mas aos poucos, as palavras de um, um sorriso, um olhar, começou a trazer mais alegria pra uma vida tão solitária, fiz novos amigos, os quais me alegravam as conversas, as cantorias, as festas... Mas um dia eu sabia que neste caminho tão longo que é viver, alguem apareceria, alguem diferente que com calma pudesse iluminar minha imaginação e amansar meu duro coração. E quem sabe atraves das palavras, doces e dinamicas, esse alguem foi chegando de mansinho, me arrancando sorrisos e sonhos... Eu lembro perfeitamente, o dia que nos beijamos a primeira vez, era um dia tão quente, mas tão quente que era impossivel sair na rua, mas mesmo assim decidimos nos encontrar, e o tempo fechou, o vento forte balançava as arvores e a chuva começou a cair, e nos beijamos na chuva, seu corpo estava quente, suas mãos na minha cintura me segurando bem forte, seu desejo, e a chuva que molhava nosso corpo... Foi um beijo inesquecivel...

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

CAP7 - Doce desconhecido

Passei aquela noite toda ouvindo a respira daquele desconhecido ao meu lado, era tranquilizante sentir seu corpo quente perto do meu, eu me sentia mulher, me sentia desejavel e feliz. Mas as horas passaram tão depressa, que logo era dia, e eu precisava voltar para casa, minha mãe não merecia ficar preocupada, dessa forma levantei-me preguiçosamente, me vesti, tomamos um café corrido e nos despedimos estranhamente, como amigos apenas... Foi estranho voltar para casa depois daquela noite, me sentia feliz e ao mesmmo tempo estranha, como se me perguntasse como eu tivera coragem de agir daquela forma... Fiquei a me perguntar se eu estava certa, assim em confiar num desconhecido, mas pensando bem aquele desconhecido havia me salvado a vida. Sim ele era uma boa pessoa, um tanto fechado, um tanto estranho, mas uma boa alma. Quando estava voltando para casa, senti um ar gelado ao meu redor, por um instante pensei que talvez "ele" estivesse por perto...ou quem sabe estivesse apenas no meu coração as lembranças e o que me cortava a alma era um tipo de remorso... Não, com certeza "ele" não me deixaria totalmente sozinha... Olhei para os lados, parei diversas vezes, mas se ele não queria aparecer, eu não faria mais nada para chama-lo. Quando cheguei em casa, estava tudo em silencio e tranquilo, minha mãe nem ao menos desconfiava que eu estava na casa daquele desconhecido, quando parei para pensar como o resto das pessoas da cidade o tratavam lembrei que nem ao menos sabia o seu nome, apenas o nome de seu animalzinho o cão Pirata. Acho que fiquei deitada na cama por horas sem falar nada, olhando para o teto, e sentindo ainda o cheiro daquele desconhecido na minha pele. Mas nada nesse mundo poderia curar assim de uma hora pra outra o vazio que minha vida se tornara, assim tratei de não pensar nele, a final não queria sofrer novamente. Dessa maneira voltei-me aos estudos, á atividades voltadas a comunidade, e dia nos fins de semana ia visitar aquele desconhecido. Eram dias de alegria, andavamos a cavalo, cozinhavamos juntos, cantavamos, era tudo muito simples, mas tudo com alegria com amizade...ele começara a fazer parte de minha vida, muito mais do que eu queria, muito mais do que eu buscava. Ainda lembro bem, uma tarde de sabado chuvosa, em que fomos a venda juntos, passeávamos conversando muito felizes, rindo alto e contando causos, e não lembro de dia mais feliz naquela epoca, chegava em casa tão sorridente que minha mãe só dava Graças a Deus. E eu estava feliz, e era isso o que eu precisava!!!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Cap6 - Um dia apos o outro...

Por incrivel que pareça os dias passaram rapido, e me encontrava ansiosa, inquieta, alguma coisa havia mudado naquela noite fria, pensava no meu amado que havia dito adeus, mas sentia um novo sentimento invandii meu corpo, o conformismo. Eu deveria me conformar, e imaginar que tudo o que havia vivido fora mentira, fora um sonho, ou um pesadelo, enfim a vida deveria seguir, da menira que fosse mais deveria seguir. Sentei-me na varanda, com um vento gelado que mexia meus cabelos e fiquei ali a observar a rua, muitas pessoas iam e vinham felizes, sorriam, e eu ficava a imaginar se um dia conseguiria sorrir assim novamente, sem querer me veio a imagem daquele homem desconhecido que me salvara a vida, seu rosto, suas feições, e passei a pensar, em como ele vivia naquele lugar isolado de tudo e de todos, sem alguem para conversar, sozinho, assim como eu, que mesmo com pessoas ao redor me sentia como se estivesse completamente sozinha. Fiquei imaginando se ele havia pensado em mim, pensando se ele quando estava abraçado em mim, se ele sentia meu cheiro, se estava fingindo dormir, ou quem sabe se esteve a me observar, mil coisas se passaram na minha cabeça, e me veio uma curiosidade de voltar aquele lugar, quem sabe com a desculpa de agradecer de uma maneira melhor por ter sido tão gentil, e devolver suas roupas, que estavam dobradas a dias ao lado da minha cama. Sim era desculpas o suficiente para voltar ate lá, e foi isso que fiz, mas dessa vez me vesti adequadamente, cabelos penteados e um leve batom nos labios. Bati na porta, e tive mensão de sair correndo que nem uma criança, ficava pensando no que diria "oi tudo bom?", pensando se ele gostaria de me ver, ou me acharia uma intrometida. Bati novamente e novamente, ninguem apareceu, virei as costas para ir embora e escutei um acoado na porta, era o pirata que avisava que tinha alguem esperando, logo ele chegou e abriu a porta, havia saido do banho, e ainda estava com aquele cheirinho de limpeza. - Oi, que surpresa você por aqui, desculpe a demora, eu estava me banhando.Entre por favor. Eu entrei, e a partir do primeiro passo, parecia que dor sumia de meu coração, por que aquele homem misterioso falava de maneira doce e suave, contava causos e historias de um passado alegre, o qual não lhe pertence mais, as vezes seus olhos fitavam o longe, e eu sabia o que aquilo significava, saudades... Conversamos, bebemos vinho, e por incrivel que pareça sorrimos, como a muito tempo eu não sorria. As horas passaram correndo, mais do queo normal, quando percebi ja estava noite e não havia como sair de carro a neve estava muito alta. - não tenho te levar para casa, acho que você deveria passar a noite aqui. Ele propos chamamdo o cachorro pra deitar em seu colo. - Minha mãe ficara preocupada, preciso avisa-la, de algum jeito, e ela não pode saber que estou...aqui com um homem. -Você pode usar o telefone, ele funciona mal, você tem telefone na sua casa? -Não, somente na vizinha, mas posso avisa-la ela avisara minha mãe. Disse que passaria a noite numa amiga da escola, apos dizer isso um pingo de arrependimento ou de juizo me atormentou, afinal o que eu estava? Iria dormir novamente na casa daquele desconhecido?Por que motivo? Para essa pergunta eu tinha a resposta. Por que ele me fazia esquecer. Simples e doce assim, nos deitamos na cama conversamos muito sobre diversas coisas, e eu tentava sempre evitar o silencio por que sabia que o silencio era o inicio de algo a mais. - Posso te abraçar?Estou sozinho a tanto tempo, sinto falta de ter alguem. Ele me abraçou, tão diferente, tão quente e aconchegante, eu não pude evitar e olhei nos seus olhos, naquele momento nos beijamos, e nos beijamos e nos amamos sem pensar em mais nada, não consegui dormir naquela noite por que algo me queimava por dentro, era bom sentir seu calor, era bom esquecer aqueles doces olhos e suas mãos geladas daquele ser que me roubara a alma. Ali nos braços daquele desconhecido, eu me senti viva.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Cap5 - Misterioso e desconhecido

Caminhei com dificuldade ate o banheiro, olhei-me no espelho eu estava realmente horrorosa, com olheiras e a pele roxa, vesti as roupas que o homem havia me alçançado, e percebi como tinham um cheiro gostoso e acolhedor. - Obrigada pelas roupas. Sai meio sem jeito, ele estava na cozinha, onde andava de um lado a outro, ocupado com as panelas que ate se perdia nas palavras, como se ha muito tempo não tivesse alguem para conversar. Eu o observava em silencio, a final era um desconhecido, do qual nunca ouvira falar que morasse ali naquela mesma cidade. - Ha quanto tempo você vive aqui? perguntei - Sempre estive aqui, mas como vou pouco para a cidade, poucas pessoas me conhecem, prefiro viver sozinho com meus animais do que em meio a uma selva de hipocritas. Jantamos juntos, ele me contava tantas coisas, que minha mente não conseguia prestar atenção em mais nada, por alguns momentos esquecia ate mesmo frio. Ele retirou a louça e um pouco constrangido chamou-me para deitar em seu quarto, por que não tinha como levar-me para casa, primeiro fiquei muito constrangida por que havia apenas uma cama,mas ele foi muito acolhedor me ofereceu sua cama e disse que ficaria apenas ao meu lado, que não faria nada, ficamos ali deitados um ao lado do outro, eu ainda estava com muito friu, ele me abraçou suavemente e dormimos. Na manha seguinte, não sabia o certo o que dizer aquele misterioso desconhecido, a não ser agradecer pela noite extremamente estranha que haviamos passado. Eu percebi que ao se despedir ele estava estranho, com vontade de falar algo que não devia não sei, com vontade de dizer quem sabe "nos veremos novamente". Só sei que ele não disse nada, mas mesmo assim ficou aquele misterio do não dito no ar, e eu tão machucada como estava simplesmente preferi não ouvir e não pensar em mais nada, ate conseguir digerir tudo que havia acontecido. Voltei para casa com as roupas dele, tive quemetir que havia sido assaltada e que um homem havia me ajudado, mas o que eu queria mesmo era saber se na verdade aquele homem havia me ajudado, ou atrapalhado de vez minha vida?

cap4 - Nada é para sempre...

Enfim ele estava ali, me segurando em seus braços com tanta força que mau conseguia respirar, toquei seus labios com as pontas dos dedos, e tentei beija-lo no mesmo instante ele se afastou. - Não se aproxime, você não consegue entender, eu não deveria ter voltado, mas por que, me diga por que queria jogar fora o que de mais importante você tem?Sua vida!Se soubesse comoeu gostaria de ser humano e de poder envelhecer ao teu lado e morrer calmamente um dia,e você esta querendo jogar fora, o que mais faz eu te admirar, tua vida, teu cheiro de vida, teus olhos brilhantes... Ele falava aquilo como se algo doesse bem forte, como se possuisse uma vontade infindavel de poder tocar nessa vida e de poder senti-la em si. - Sò queria que você voltasse, me perdoa? Ele virou as costas com um semblante friu, caminhou alguns passos sentou-se calmamente. - Não posso, não posso e não vou voltar a te ver, compreenda que somos diferentes, e que jamais eu terei vida em meu corpo capaz de te fazer feliz, você sera meu eterno amor, mas quero que aproveite tua vida, com alguem que possa te fazer sentir em paz... - Mas eu não vou conseguir te esquecer, eu te amo. -Eu também te amo, e é por isso que não posso ficar.Adeus... Ele me beijou, mas não foi um beijo de amor, foi friu e dolorido como se fosse um punhal em meu peito, eunão sabia o que dizer, não tinha mais palavras, ele estava tão decidido, e eu sabia que havia o magoado querendo abrir mão da minha vida.Mas o que fazer para te-lo novamente ao meu lado? Sentei-me num canto e chorrei, chorreitanto que nem conseguia mais respirar, e dessa maneira adormeci. No outro dia, um raio de sol acordou-me assustada, olhei ao redor e tudo continuava igual, a corda a carta tudo ali, menos ele. Rasguei a carta, e fiquei por horas olhando para a corda e imaginando que doloroso seria, e se seria mais doloroso do que a dor que sentia todas as noites quando pensava nele. Ai pensei nele, em como deveria doer o peso da imortalidade, e o quanto ele também deveria sofrer, pensando assim eu compreendia que minha dor uma dia chegara ao fim,mas a dele jamais... Fui para casa, e fiquei no meu quarto por dias sem falar com ninguem, precisava pensar no que fazer de minha vida, ja não sentia a presença dele perto de mim, dessa vez eu sabia que ele havia partido mesmo. Passava os dias e as noites embaixo das cobertas, o inverno estava rigoroso e a neve caia lá fora, e a dor de saudades permanecia ali. Chegou a noite e com ela a auseia de sons nas ruas, só aquele silencio que me machucava a alma...Levantei da cama e sai em direção a porta apenas com o roupão de dormir, a neve estava forte, caminhei quase como se estivesse hipnotizada até um campo todo branco e retirei toda a roupa e caminhei nua na neve até onde meu corpo aguentava e cai ali sentindo minha consciencia e minha alma se ir aos poucos junto da minha dor...Pensei que em fim teria fim... Senti meu corpo pesado, e uma presença ao meu lado, tossi com uma profunda dor no peito, e só entao consegui abrir os olhos.Eu estava enrolada em muitas cobertas perto de uma lareira, e havia um homem sentado ao meu lado e me ofereceu um chá. -Você não deveria sair por aí a noite sem roupas! Ele disse sorrindo. - Vamos beba tudo você vai ficar bem. O observei calada,ele era um bonito homem, uma pouco mais alto que eu, olhos castanhos claros, algumas cicatrizes, corpo atletico e um sorriso gostoso. - Como você me encontrou? Eu consegui perguntar ainda com dificuldade e tremendo muito. - Meu cachorro havia ido para fora, e quando fui chama-lo ele estava um tanto nervoso com algo proximo ao estabulo, ai resolvi segui-lo e te encontrei, o que estava fazendo aqui? Minha casa eh bem isolada da cidade, você veio de onde? - De proximo do cemiterio municipal, mas não sei como vim parar aqui, senti vontade de caminhar... -Não precisa me dizer mais nada, ja passei por isso algumas vezes, mas tenho um grande amigo pra me ajudar. Ele ergueu a mão e assoviou e um lindo cachorro branco e preto veio sentar-se ao seu lado. - Se chama pirata, vê a mancha no olho? Por isso o nome, você ja se sente melhor, tenho algumas roupas secas aqui, pode se trocar ali no banheiro, estou terminando a janta.