terça-feira, 31 de julho de 2012

Cap5 - Misterioso e desconhecido

Caminhei com dificuldade ate o banheiro, olhei-me no espelho eu estava realmente horrorosa, com olheiras e a pele roxa, vesti as roupas que o homem havia me alçançado, e percebi como tinham um cheiro gostoso e acolhedor. - Obrigada pelas roupas. Sai meio sem jeito, ele estava na cozinha, onde andava de um lado a outro, ocupado com as panelas que ate se perdia nas palavras, como se ha muito tempo não tivesse alguem para conversar. Eu o observava em silencio, a final era um desconhecido, do qual nunca ouvira falar que morasse ali naquela mesma cidade. - Ha quanto tempo você vive aqui? perguntei - Sempre estive aqui, mas como vou pouco para a cidade, poucas pessoas me conhecem, prefiro viver sozinho com meus animais do que em meio a uma selva de hipocritas. Jantamos juntos, ele me contava tantas coisas, que minha mente não conseguia prestar atenção em mais nada, por alguns momentos esquecia ate mesmo frio. Ele retirou a louça e um pouco constrangido chamou-me para deitar em seu quarto, por que não tinha como levar-me para casa, primeiro fiquei muito constrangida por que havia apenas uma cama,mas ele foi muito acolhedor me ofereceu sua cama e disse que ficaria apenas ao meu lado, que não faria nada, ficamos ali deitados um ao lado do outro, eu ainda estava com muito friu, ele me abraçou suavemente e dormimos. Na manha seguinte, não sabia o certo o que dizer aquele misterioso desconhecido, a não ser agradecer pela noite extremamente estranha que haviamos passado. Eu percebi que ao se despedir ele estava estranho, com vontade de falar algo que não devia não sei, com vontade de dizer quem sabe "nos veremos novamente". Só sei que ele não disse nada, mas mesmo assim ficou aquele misterio do não dito no ar, e eu tão machucada como estava simplesmente preferi não ouvir e não pensar em mais nada, ate conseguir digerir tudo que havia acontecido. Voltei para casa com as roupas dele, tive quemetir que havia sido assaltada e que um homem havia me ajudado, mas o que eu queria mesmo era saber se na verdade aquele homem havia me ajudado, ou atrapalhado de vez minha vida?

cap4 - Nada é para sempre...

Enfim ele estava ali, me segurando em seus braços com tanta força que mau conseguia respirar, toquei seus labios com as pontas dos dedos, e tentei beija-lo no mesmo instante ele se afastou. - Não se aproxime, você não consegue entender, eu não deveria ter voltado, mas por que, me diga por que queria jogar fora o que de mais importante você tem?Sua vida!Se soubesse comoeu gostaria de ser humano e de poder envelhecer ao teu lado e morrer calmamente um dia,e você esta querendo jogar fora, o que mais faz eu te admirar, tua vida, teu cheiro de vida, teus olhos brilhantes... Ele falava aquilo como se algo doesse bem forte, como se possuisse uma vontade infindavel de poder tocar nessa vida e de poder senti-la em si. - Sò queria que você voltasse, me perdoa? Ele virou as costas com um semblante friu, caminhou alguns passos sentou-se calmamente. - Não posso, não posso e não vou voltar a te ver, compreenda que somos diferentes, e que jamais eu terei vida em meu corpo capaz de te fazer feliz, você sera meu eterno amor, mas quero que aproveite tua vida, com alguem que possa te fazer sentir em paz... - Mas eu não vou conseguir te esquecer, eu te amo. -Eu também te amo, e é por isso que não posso ficar.Adeus... Ele me beijou, mas não foi um beijo de amor, foi friu e dolorido como se fosse um punhal em meu peito, eunão sabia o que dizer, não tinha mais palavras, ele estava tão decidido, e eu sabia que havia o magoado querendo abrir mão da minha vida.Mas o que fazer para te-lo novamente ao meu lado? Sentei-me num canto e chorrei, chorreitanto que nem conseguia mais respirar, e dessa maneira adormeci. No outro dia, um raio de sol acordou-me assustada, olhei ao redor e tudo continuava igual, a corda a carta tudo ali, menos ele. Rasguei a carta, e fiquei por horas olhando para a corda e imaginando que doloroso seria, e se seria mais doloroso do que a dor que sentia todas as noites quando pensava nele. Ai pensei nele, em como deveria doer o peso da imortalidade, e o quanto ele também deveria sofrer, pensando assim eu compreendia que minha dor uma dia chegara ao fim,mas a dele jamais... Fui para casa, e fiquei no meu quarto por dias sem falar com ninguem, precisava pensar no que fazer de minha vida, ja não sentia a presença dele perto de mim, dessa vez eu sabia que ele havia partido mesmo. Passava os dias e as noites embaixo das cobertas, o inverno estava rigoroso e a neve caia lá fora, e a dor de saudades permanecia ali. Chegou a noite e com ela a auseia de sons nas ruas, só aquele silencio que me machucava a alma...Levantei da cama e sai em direção a porta apenas com o roupão de dormir, a neve estava forte, caminhei quase como se estivesse hipnotizada até um campo todo branco e retirei toda a roupa e caminhei nua na neve até onde meu corpo aguentava e cai ali sentindo minha consciencia e minha alma se ir aos poucos junto da minha dor...Pensei que em fim teria fim... Senti meu corpo pesado, e uma presença ao meu lado, tossi com uma profunda dor no peito, e só entao consegui abrir os olhos.Eu estava enrolada em muitas cobertas perto de uma lareira, e havia um homem sentado ao meu lado e me ofereceu um chá. -Você não deveria sair por aí a noite sem roupas! Ele disse sorrindo. - Vamos beba tudo você vai ficar bem. O observei calada,ele era um bonito homem, uma pouco mais alto que eu, olhos castanhos claros, algumas cicatrizes, corpo atletico e um sorriso gostoso. - Como você me encontrou? Eu consegui perguntar ainda com dificuldade e tremendo muito. - Meu cachorro havia ido para fora, e quando fui chama-lo ele estava um tanto nervoso com algo proximo ao estabulo, ai resolvi segui-lo e te encontrei, o que estava fazendo aqui? Minha casa eh bem isolada da cidade, você veio de onde? - De proximo do cemiterio municipal, mas não sei como vim parar aqui, senti vontade de caminhar... -Não precisa me dizer mais nada, ja passei por isso algumas vezes, mas tenho um grande amigo pra me ajudar. Ele ergueu a mão e assoviou e um lindo cachorro branco e preto veio sentar-se ao seu lado. - Se chama pirata, vê a mancha no olho? Por isso o nome, você ja se sente melhor, tenho algumas roupas secas aqui, pode se trocar ali no banheiro, estou terminando a janta.