sábado, 1 de dezembro de 2012
cap 8 - Em um piscar de olhos
Como um piscar de olhos, os dias se tornaram semanas, as semanas se tornaram meses, e todas as manhãs quando eu abria os olhos era um novo dia, sem planos definidos, sem grandes esperanças, eu passei a viver cada dia como único, as vezes me sentia sozinha, mas parecia que cada vez que pensava nele, me acendia dentro do peito uma vontade de viver coisas diferentes, de correr atras de um tempo perdido ao espera-lo.
Passaram-se dois meses, que eu havia conhecido aquele desconhecido, e os dias que passávamos juntos eram aconchegantes e divertidos, mas não completavam meu peito que ainda parece vazio, sem esperanças de que alguem pudesse realmente mudar minha vida, mudar o que eu sentia. No fundo eu sabia que aquele desconhecido, tinha no peito mais magoas do que eu podia imaginar, e quem sabe mais medo de sentir algo por alguem que eu propria. Dessa maneira nos afastamos, e este afastamento foi simples, sem magoas, sem palavras, sem ações, simples assim, cada um ficou na sua sem lutar por algo a mais, e aos poucos foi sobrando a amizade...
Dói pensar que poderia ter dado certo, se ambos estivessemos dispostos a nos amar, mas para isso era necessario deixar o passado pra tras e naquele momento nenhum dos dois estava preparado pra isso.
Com os dias parei de pensar em continuidade, conhecia as pessoas que me alegravam por momentos, mas apenas por momentos, sem pensar que uma dessas pessoas poderia preencher o vazio do meu coração.
Mas aos poucos, as palavras de um, um sorriso, um olhar, começou a trazer mais alegria pra uma vida tão solitária, fiz novos amigos, os quais me alegravam as conversas, as cantorias, as festas...
Mas um dia eu sabia que neste caminho tão longo que é viver, alguem apareceria, alguem diferente que com calma pudesse iluminar minha imaginação e amansar meu duro coração.
E quem sabe atraves das palavras, doces e dinamicas, esse alguem foi chegando de mansinho, me arrancando sorrisos e sonhos...
Eu lembro perfeitamente, o dia que nos beijamos a primeira vez, era um dia tão quente, mas tão quente que era impossivel sair na rua, mas mesmo assim decidimos nos encontrar, e o tempo fechou, o vento forte balançava as arvores e a chuva começou a cair, e nos beijamos na chuva, seu corpo estava quente, suas mãos na minha cintura me segurando bem forte, seu desejo, e a chuva que molhava nosso corpo...
Foi um beijo inesquecivel...
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
CAP7 - Doce desconhecido
Passei aquela noite toda ouvindo a respira daquele desconhecido ao meu lado, era tranquilizante sentir seu corpo quente perto do meu, eu me sentia mulher, me sentia desejavel e feliz.
Mas as horas passaram tão depressa, que logo era dia, e eu precisava voltar para casa, minha mãe não merecia ficar preocupada, dessa forma levantei-me preguiçosamente, me vesti, tomamos um café corrido e nos despedimos estranhamente, como amigos apenas...
Foi estranho voltar para casa depois daquela noite, me sentia feliz e ao mesmmo tempo estranha, como se me perguntasse como eu tivera coragem de agir daquela forma...
Fiquei a me perguntar se eu estava certa, assim em confiar num desconhecido, mas pensando bem aquele desconhecido havia me salvado a vida. Sim ele era uma boa pessoa, um tanto fechado, um tanto estranho, mas uma boa alma.
Quando estava voltando para casa, senti um ar gelado ao meu redor, por um instante pensei que talvez "ele" estivesse por perto...ou quem sabe estivesse apenas no meu coração as lembranças e o que me cortava a alma era um tipo de remorso...
Não, com certeza "ele" não me deixaria totalmente sozinha...
Olhei para os lados, parei diversas vezes, mas se ele não queria aparecer, eu não faria mais nada para chama-lo.
Quando cheguei em casa, estava tudo em silencio e tranquilo, minha mãe nem ao menos desconfiava que eu estava na casa daquele desconhecido, quando parei para pensar como o resto das pessoas da cidade o tratavam lembrei que nem ao menos sabia o seu nome, apenas o nome de seu animalzinho o cão Pirata.
Acho que fiquei deitada na cama por horas sem falar nada, olhando para o teto, e sentindo ainda o cheiro daquele desconhecido na minha pele.
Mas nada nesse mundo poderia curar assim de uma hora pra outra o vazio que minha vida se tornara, assim tratei de não pensar nele, a final não queria sofrer novamente.
Dessa maneira voltei-me aos estudos, á atividades voltadas a comunidade, e dia nos fins de semana ia visitar aquele desconhecido.
Eram dias de alegria, andavamos a cavalo, cozinhavamos juntos, cantavamos, era tudo muito simples, mas tudo com alegria com amizade...ele começara a fazer parte de minha vida, muito mais do que eu queria, muito mais do que eu buscava.
Ainda lembro bem, uma tarde de sabado chuvosa, em que fomos a venda juntos, passeávamos conversando muito felizes, rindo alto e contando causos, e não lembro de dia mais feliz naquela epoca, chegava em casa tão sorridente que minha mãe só dava Graças a Deus.
E eu estava feliz, e era isso o que eu precisava!!!
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Cap6 - Um dia apos o outro...
Por incrivel que pareça os dias passaram rapido, e me encontrava ansiosa, inquieta, alguma coisa havia mudado naquela noite fria, pensava no meu amado que havia dito adeus, mas sentia um novo sentimento invandii meu corpo, o conformismo. Eu deveria me conformar, e imaginar que tudo o que havia vivido fora mentira, fora um sonho, ou um pesadelo, enfim a vida deveria seguir, da menira que fosse mais deveria seguir.
Sentei-me na varanda, com um vento gelado que mexia meus cabelos e fiquei ali a observar a rua, muitas pessoas iam e vinham felizes, sorriam, e eu ficava a imaginar se um dia conseguiria sorrir assim novamente, sem querer me veio a imagem daquele homem desconhecido que me salvara a vida, seu rosto, suas feições, e passei a pensar, em como ele vivia naquele lugar isolado de tudo e de todos, sem alguem para conversar, sozinho, assim como eu, que mesmo com pessoas ao redor me sentia como se estivesse completamente sozinha. Fiquei imaginando se ele havia pensado em mim, pensando se ele quando estava abraçado em mim, se ele sentia meu cheiro, se estava fingindo dormir, ou quem sabe se esteve a me observar, mil coisas se passaram na minha cabeça, e me veio uma curiosidade de voltar aquele lugar, quem sabe com a desculpa de agradecer de uma maneira melhor por ter sido tão gentil, e devolver suas roupas, que estavam dobradas a dias ao lado da minha cama.
Sim era desculpas o suficiente para voltar ate lá, e foi isso que fiz, mas dessa vez me vesti adequadamente, cabelos penteados e um leve batom nos labios.
Bati na porta, e tive mensão de sair correndo que nem uma criança, ficava pensando no que diria "oi tudo bom?", pensando se ele gostaria de me ver, ou me acharia uma intrometida.
Bati novamente e novamente, ninguem apareceu, virei as costas para ir embora e escutei um acoado na porta, era o pirata que avisava que tinha alguem esperando, logo ele chegou e abriu a porta, havia saido do banho, e ainda estava com aquele cheirinho de limpeza.
- Oi, que surpresa você por aqui, desculpe a demora, eu estava me banhando.Entre por favor.
Eu entrei, e a partir do primeiro passo, parecia que dor sumia de meu coração, por que aquele homem misterioso falava de maneira doce e suave, contava causos e historias de um passado alegre, o qual não lhe pertence mais, as vezes seus olhos fitavam o longe, e eu sabia o que aquilo significava, saudades...
Conversamos, bebemos vinho, e por incrivel que pareça sorrimos, como a muito tempo eu não sorria.
As horas passaram correndo, mais do queo normal, quando percebi ja estava noite e não havia como sair de carro a neve estava muito alta.
- não tenho te levar para casa, acho que você deveria passar a noite aqui.
Ele propos chamamdo o cachorro pra deitar em seu colo.
- Minha mãe ficara preocupada, preciso avisa-la, de algum jeito, e ela não pode saber que estou...aqui com um homem.
-Você pode usar o telefone, ele funciona mal, você tem telefone na sua casa?
-Não, somente na vizinha, mas posso avisa-la ela avisara minha mãe.
Disse que passaria a noite numa amiga da escola, apos dizer isso um pingo de arrependimento ou de juizo me atormentou, afinal o que eu estava? Iria dormir novamente na casa daquele desconhecido?Por que motivo?
Para essa pergunta eu tinha a resposta. Por que ele me fazia esquecer.
Simples e doce assim, nos deitamos na cama conversamos muito sobre diversas coisas, e eu tentava sempre evitar o silencio por que sabia que o silencio era o inicio de algo a mais.
- Posso te abraçar?Estou sozinho a tanto tempo, sinto falta de ter alguem.
Ele me abraçou, tão diferente, tão quente e aconchegante, eu não pude evitar e olhei nos seus olhos, naquele momento nos beijamos, e nos beijamos e nos amamos sem pensar em mais nada, não consegui dormir naquela noite por que algo me queimava por dentro, era bom sentir seu calor, era bom esquecer aqueles doces olhos e suas mãos geladas daquele ser que me roubara a alma.
Ali nos braços daquele desconhecido, eu me senti viva.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Cap5 - Misterioso e desconhecido
Caminhei com dificuldade ate o banheiro, olhei-me no espelho eu estava realmente horrorosa, com olheiras e a pele roxa, vesti as roupas que o homem havia me alçançado, e percebi como tinham um cheiro gostoso e acolhedor.
- Obrigada pelas roupas.
Sai meio sem jeito, ele estava na cozinha, onde andava de um lado a outro, ocupado com as panelas que ate se perdia nas palavras, como se ha muito tempo não tivesse alguem para conversar.
Eu o observava em silencio, a final era um desconhecido, do qual nunca ouvira falar que morasse ali naquela mesma cidade.
- Ha quanto tempo você vive aqui? perguntei
- Sempre estive aqui, mas como vou pouco para a cidade, poucas pessoas me conhecem, prefiro viver sozinho com meus animais do que em meio a uma selva de hipocritas.
Jantamos juntos, ele me contava tantas coisas, que minha mente não conseguia prestar atenção em mais nada, por alguns momentos esquecia ate mesmo frio.
Ele retirou a louça e um pouco constrangido chamou-me para deitar em seu quarto, por que não tinha como levar-me para casa, primeiro fiquei muito constrangida por que havia apenas uma cama,mas ele foi muito acolhedor me ofereceu sua cama e disse que ficaria apenas ao meu lado, que não faria nada, ficamos ali deitados um ao lado do outro, eu ainda estava com muito friu, ele me abraçou suavemente e dormimos.
Na manha seguinte, não sabia o certo o que dizer aquele misterioso desconhecido, a não ser agradecer pela noite extremamente estranha que haviamos passado.
Eu percebi que ao se despedir ele estava estranho, com vontade de falar algo que não devia não sei, com vontade de dizer quem sabe "nos veremos novamente".
Só sei que ele não disse nada, mas mesmo assim ficou aquele misterio do não dito no ar, e eu tão machucada como estava simplesmente preferi não ouvir e não pensar em mais nada, ate conseguir digerir tudo que havia acontecido.
Voltei para casa com as roupas dele, tive quemetir que havia sido assaltada e que um homem havia me ajudado, mas o que eu queria mesmo era saber se na verdade aquele homem havia me ajudado, ou atrapalhado de vez minha vida?
cap4 - Nada é para sempre...
Enfim ele estava ali, me segurando em seus braços com tanta força que mau conseguia respirar, toquei seus labios com as pontas dos dedos, e tentei beija-lo no mesmo instante ele se afastou.
- Não se aproxime, você não consegue entender, eu não deveria ter voltado, mas por que, me diga por que queria jogar fora o que de mais importante você tem?Sua vida!Se soubesse comoeu gostaria de ser humano e de poder envelhecer ao teu lado e morrer calmamente um dia,e você esta querendo jogar fora, o que mais faz eu te admirar, tua vida, teu cheiro de vida, teus olhos brilhantes...
Ele falava aquilo como se algo doesse bem forte, como se possuisse uma vontade infindavel de poder tocar nessa vida e de poder senti-la em si.
- Sò queria que você voltasse, me perdoa?
Ele virou as costas com um semblante friu, caminhou alguns passos sentou-se calmamente.
- Não posso, não posso e não vou voltar a te ver, compreenda que somos diferentes, e que jamais eu terei vida em meu corpo capaz de te fazer feliz, você sera meu eterno amor, mas quero que aproveite tua vida, com alguem que possa te fazer sentir em paz...
- Mas eu não vou conseguir te esquecer, eu te amo.
-Eu também te amo, e é por isso que não posso ficar.Adeus...
Ele me beijou, mas não foi um beijo de amor, foi friu e dolorido como se fosse um punhal em meu peito, eunão sabia o que dizer, não tinha mais palavras, ele estava tão decidido, e eu sabia que havia o magoado querendo abrir mão da minha vida.Mas o que fazer para te-lo novamente ao meu lado?
Sentei-me num canto e chorrei, chorreitanto que nem conseguia mais respirar, e dessa maneira adormeci. No outro dia, um raio de sol acordou-me assustada, olhei ao redor e tudo continuava igual, a corda a carta tudo ali, menos ele.
Rasguei a carta, e fiquei por horas olhando para a corda e imaginando que doloroso seria, e se seria mais doloroso do que a dor que sentia todas as noites quando pensava nele.
Ai pensei nele, em como deveria doer o peso da imortalidade, e o quanto ele também deveria sofrer, pensando assim eu compreendia que minha dor uma dia chegara ao fim,mas a dele jamais...
Fui para casa, e fiquei no meu quarto por dias sem falar com ninguem, precisava pensar no que fazer de minha vida, ja não sentia a presença dele perto de mim, dessa vez eu sabia que ele havia partido mesmo.
Passava os dias e as noites embaixo das cobertas, o inverno estava rigoroso e a neve caia lá fora, e a dor de saudades permanecia ali.
Chegou a noite e com ela a auseia de sons nas ruas, só aquele silencio que me machucava a alma...Levantei da cama e sai em direção a porta apenas com o roupão de dormir, a neve estava forte, caminhei quase como se estivesse hipnotizada até um campo todo branco e retirei toda a roupa e caminhei nua na neve até onde meu corpo aguentava e cai ali sentindo minha consciencia e minha alma se ir aos poucos junto da minha dor...Pensei que em fim teria fim...
Senti meu corpo pesado, e uma presença ao meu lado, tossi com uma profunda dor no peito, e só entao consegui abrir os olhos.Eu estava enrolada em muitas cobertas perto de uma lareira, e havia um homem sentado ao meu lado e me ofereceu um chá.
-Você não deveria sair por aí a noite sem roupas!
Ele disse sorrindo.
- Vamos beba tudo você vai ficar bem.
O observei calada,ele era um bonito homem, uma pouco mais alto que eu, olhos castanhos claros, algumas cicatrizes, corpo atletico e um sorriso gostoso.
- Como você me encontrou?
Eu consegui perguntar ainda com dificuldade e tremendo muito.
- Meu cachorro havia ido para fora, e quando fui chama-lo ele estava um tanto nervoso com algo proximo ao estabulo, ai resolvi segui-lo e te encontrei, o que estava fazendo aqui? Minha casa eh bem isolada da cidade, você veio de onde?
- De proximo do cemiterio municipal, mas não sei como vim parar aqui, senti vontade de caminhar...
-Não precisa me dizer mais nada, ja passei por isso algumas vezes, mas tenho um grande amigo pra me ajudar.
Ele ergueu a mão e assoviou e um lindo cachorro branco e preto veio sentar-se ao seu lado.
- Se chama pirata, vê a mancha no olho? Por isso o nome, você ja se sente melhor, tenho algumas roupas secas aqui, pode se trocar ali no banheiro, estou terminando a janta.
domingo, 4 de março de 2012
cap3 - Apenas a solidão
Sim aquilo fora um adeus, um doce e cruel adeus, e dentro do meu peito so restou o vazio de não saber por onde recomeçar, de não saber como esquecer aquele ser que tinha levado tudo de mim.
Voltei para casa, minha mãe estava no quarto, estava doente novamente, lhe disse um oi vazio, e fui deitar em minha cama, fechava os olhos, e era seus olhos que via, passava as mãos em meus corpo, e sentia como se fossem suas mãos, eu estava totalmente entregue a ele e ja não teria mais volta, não conseguia mais dormir sem sentir seu cheiro, nem comer, nem estudar, apenas olhava para a janela esperando que de alguma forma ele sentisse aquilo que eu estava sentindo, e que pelo menos a pena o trouxesse de volta.
Mas os dias se tornaram meses, e meu sofrimento so aumentava, começei a ter alucinações, sempre que saia na rua sentia como se alguem estivesse me seguindo, perceguia essa alucinação ate o cemiterio, e chegando lá me dava conta que era apenas minha imaginação.
Minha vida havia perdido o sentido, todos que me conheciam ja não me reconheciam, havia perdido o sorriso, a empolgação, me sentia como uma morta viva, sem saber para onde ir, ou como esquece-lo, nem os homens não me admiravam como antes, eu havia secado como um galho, e desse jeito permaneceria para sempre.
Minha mãe acreditava que algum homem tinha me atacado, e abusado de mim, e que tentava sem sucesso tirar alguma confissão do que havia me transformado naquilo, mas nada nem ninguem faria contar o que havia vivido.
Depois de oito meses, parei de falar, as palavras simplesmente não saiam mais de minha boca, ficava em casa sempre por que não queria ser vista por ninguem e com a janela sempre aberta, ainda sonhava que ele voltaria, que não suportaria a saudade, mas nada, nem um sinal...
Um ano se passou, e meu coração seco tentava não pensar em nada, apenas me alimentava o suficiente para sobreviver, mas em minha mente tudo o que vinha era acabar com aquele vazio.
Nas noites de lua cheia, meu peito doia tanto eu tinha pesadelos que me faziam gritar e chorar, e no outro dia estava pessima, caminhava de um lado para outro tentando encontrar um jeito de esquecer, simplesmente esquecer, mas nada o tirava de meu coração, foi entao que decidi morrer.
A dor não passaria de qualquer jeito, por que somente sua presença meu faria sorrir novamente, então preferia morrer do que viver uma existencia sem amor.Preparei tudo para a proxima noite de lua cheia, seria na casa do cemiterio, onde nos amamos, cheguei cedo por volta das 19h, observei tudo ao redor com carinho, e relembrei cada minuto ao seu lado, arrumei uma corda, pendurei cuidadosamente, tive vontade de chorar, me olhei no espelho e sentei a escrever uma carta para minha mãe,para que ela entendesse que viver infeliz é pior do que morrer, chorrei contando a ela de minha paixão, e que fazia aquilo por não ter mais forças de aguentar acordar todos os dias com aquele sofrimento.
Deixei a carta na mesa e me preparei para em fim ficar livre da dor, senti um frio estranho e confortavel ao mesmo tempo, coloquei a corda no pescoço e pulei, o frio inundou meu corpo, e braços me seguravam, só poderia ser ele.
Desmaiei, e assim que recuperei os sentidos estava nos braços do homem que amava,e ele estava em panico, como se não pudesse me soltar mais daquele abraço.
- Eu quase leh perdi para sempre, por que você ia fazer aquilo, nada vale mais que sua vida.
- Eu sabia que você voltaria a tempo.
Voltei para casa, minha mãe estava no quarto, estava doente novamente, lhe disse um oi vazio, e fui deitar em minha cama, fechava os olhos, e era seus olhos que via, passava as mãos em meus corpo, e sentia como se fossem suas mãos, eu estava totalmente entregue a ele e ja não teria mais volta, não conseguia mais dormir sem sentir seu cheiro, nem comer, nem estudar, apenas olhava para a janela esperando que de alguma forma ele sentisse aquilo que eu estava sentindo, e que pelo menos a pena o trouxesse de volta.
Mas os dias se tornaram meses, e meu sofrimento so aumentava, começei a ter alucinações, sempre que saia na rua sentia como se alguem estivesse me seguindo, perceguia essa alucinação ate o cemiterio, e chegando lá me dava conta que era apenas minha imaginação.
Minha vida havia perdido o sentido, todos que me conheciam ja não me reconheciam, havia perdido o sorriso, a empolgação, me sentia como uma morta viva, sem saber para onde ir, ou como esquece-lo, nem os homens não me admiravam como antes, eu havia secado como um galho, e desse jeito permaneceria para sempre.
Minha mãe acreditava que algum homem tinha me atacado, e abusado de mim, e que tentava sem sucesso tirar alguma confissão do que havia me transformado naquilo, mas nada nem ninguem faria contar o que havia vivido.
Depois de oito meses, parei de falar, as palavras simplesmente não saiam mais de minha boca, ficava em casa sempre por que não queria ser vista por ninguem e com a janela sempre aberta, ainda sonhava que ele voltaria, que não suportaria a saudade, mas nada, nem um sinal...
Um ano se passou, e meu coração seco tentava não pensar em nada, apenas me alimentava o suficiente para sobreviver, mas em minha mente tudo o que vinha era acabar com aquele vazio.
Nas noites de lua cheia, meu peito doia tanto eu tinha pesadelos que me faziam gritar e chorar, e no outro dia estava pessima, caminhava de um lado para outro tentando encontrar um jeito de esquecer, simplesmente esquecer, mas nada o tirava de meu coração, foi entao que decidi morrer.
A dor não passaria de qualquer jeito, por que somente sua presença meu faria sorrir novamente, então preferia morrer do que viver uma existencia sem amor.Preparei tudo para a proxima noite de lua cheia, seria na casa do cemiterio, onde nos amamos, cheguei cedo por volta das 19h, observei tudo ao redor com carinho, e relembrei cada minuto ao seu lado, arrumei uma corda, pendurei cuidadosamente, tive vontade de chorar, me olhei no espelho e sentei a escrever uma carta para minha mãe,para que ela entendesse que viver infeliz é pior do que morrer, chorrei contando a ela de minha paixão, e que fazia aquilo por não ter mais forças de aguentar acordar todos os dias com aquele sofrimento.
Deixei a carta na mesa e me preparei para em fim ficar livre da dor, senti um frio estranho e confortavel ao mesmo tempo, coloquei a corda no pescoço e pulei, o frio inundou meu corpo, e braços me seguravam, só poderia ser ele.
Desmaiei, e assim que recuperei os sentidos estava nos braços do homem que amava,e ele estava em panico, como se não pudesse me soltar mais daquele abraço.
- Eu quase leh perdi para sempre, por que você ia fazer aquilo, nada vale mais que sua vida.
- Eu sabia que você voltaria a tempo.
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