quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Cap6 - Um dia apos o outro...
Por incrivel que pareça os dias passaram rapido, e me encontrava ansiosa, inquieta, alguma coisa havia mudado naquela noite fria, pensava no meu amado que havia dito adeus, mas sentia um novo sentimento invandii meu corpo, o conformismo. Eu deveria me conformar, e imaginar que tudo o que havia vivido fora mentira, fora um sonho, ou um pesadelo, enfim a vida deveria seguir, da menira que fosse mais deveria seguir.
Sentei-me na varanda, com um vento gelado que mexia meus cabelos e fiquei ali a observar a rua, muitas pessoas iam e vinham felizes, sorriam, e eu ficava a imaginar se um dia conseguiria sorrir assim novamente, sem querer me veio a imagem daquele homem desconhecido que me salvara a vida, seu rosto, suas feições, e passei a pensar, em como ele vivia naquele lugar isolado de tudo e de todos, sem alguem para conversar, sozinho, assim como eu, que mesmo com pessoas ao redor me sentia como se estivesse completamente sozinha. Fiquei imaginando se ele havia pensado em mim, pensando se ele quando estava abraçado em mim, se ele sentia meu cheiro, se estava fingindo dormir, ou quem sabe se esteve a me observar, mil coisas se passaram na minha cabeça, e me veio uma curiosidade de voltar aquele lugar, quem sabe com a desculpa de agradecer de uma maneira melhor por ter sido tão gentil, e devolver suas roupas, que estavam dobradas a dias ao lado da minha cama.
Sim era desculpas o suficiente para voltar ate lá, e foi isso que fiz, mas dessa vez me vesti adequadamente, cabelos penteados e um leve batom nos labios.
Bati na porta, e tive mensão de sair correndo que nem uma criança, ficava pensando no que diria "oi tudo bom?", pensando se ele gostaria de me ver, ou me acharia uma intrometida.
Bati novamente e novamente, ninguem apareceu, virei as costas para ir embora e escutei um acoado na porta, era o pirata que avisava que tinha alguem esperando, logo ele chegou e abriu a porta, havia saido do banho, e ainda estava com aquele cheirinho de limpeza.
- Oi, que surpresa você por aqui, desculpe a demora, eu estava me banhando.Entre por favor.
Eu entrei, e a partir do primeiro passo, parecia que dor sumia de meu coração, por que aquele homem misterioso falava de maneira doce e suave, contava causos e historias de um passado alegre, o qual não lhe pertence mais, as vezes seus olhos fitavam o longe, e eu sabia o que aquilo significava, saudades...
Conversamos, bebemos vinho, e por incrivel que pareça sorrimos, como a muito tempo eu não sorria.
As horas passaram correndo, mais do queo normal, quando percebi ja estava noite e não havia como sair de carro a neve estava muito alta.
- não tenho te levar para casa, acho que você deveria passar a noite aqui.
Ele propos chamamdo o cachorro pra deitar em seu colo.
- Minha mãe ficara preocupada, preciso avisa-la, de algum jeito, e ela não pode saber que estou...aqui com um homem.
-Você pode usar o telefone, ele funciona mal, você tem telefone na sua casa?
-Não, somente na vizinha, mas posso avisa-la ela avisara minha mãe.
Disse que passaria a noite numa amiga da escola, apos dizer isso um pingo de arrependimento ou de juizo me atormentou, afinal o que eu estava? Iria dormir novamente na casa daquele desconhecido?Por que motivo?
Para essa pergunta eu tinha a resposta. Por que ele me fazia esquecer.
Simples e doce assim, nos deitamos na cama conversamos muito sobre diversas coisas, e eu tentava sempre evitar o silencio por que sabia que o silencio era o inicio de algo a mais.
- Posso te abraçar?Estou sozinho a tanto tempo, sinto falta de ter alguem.
Ele me abraçou, tão diferente, tão quente e aconchegante, eu não pude evitar e olhei nos seus olhos, naquele momento nos beijamos, e nos beijamos e nos amamos sem pensar em mais nada, não consegui dormir naquela noite por que algo me queimava por dentro, era bom sentir seu calor, era bom esquecer aqueles doces olhos e suas mãos geladas daquele ser que me roubara a alma.
Ali nos braços daquele desconhecido, eu me senti viva.
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