quarta-feira, 24 de outubro de 2012
CAP7 - Doce desconhecido
Passei aquela noite toda ouvindo a respira daquele desconhecido ao meu lado, era tranquilizante sentir seu corpo quente perto do meu, eu me sentia mulher, me sentia desejavel e feliz.
Mas as horas passaram tão depressa, que logo era dia, e eu precisava voltar para casa, minha mãe não merecia ficar preocupada, dessa forma levantei-me preguiçosamente, me vesti, tomamos um café corrido e nos despedimos estranhamente, como amigos apenas...
Foi estranho voltar para casa depois daquela noite, me sentia feliz e ao mesmmo tempo estranha, como se me perguntasse como eu tivera coragem de agir daquela forma...
Fiquei a me perguntar se eu estava certa, assim em confiar num desconhecido, mas pensando bem aquele desconhecido havia me salvado a vida. Sim ele era uma boa pessoa, um tanto fechado, um tanto estranho, mas uma boa alma.
Quando estava voltando para casa, senti um ar gelado ao meu redor, por um instante pensei que talvez "ele" estivesse por perto...ou quem sabe estivesse apenas no meu coração as lembranças e o que me cortava a alma era um tipo de remorso...
Não, com certeza "ele" não me deixaria totalmente sozinha...
Olhei para os lados, parei diversas vezes, mas se ele não queria aparecer, eu não faria mais nada para chama-lo.
Quando cheguei em casa, estava tudo em silencio e tranquilo, minha mãe nem ao menos desconfiava que eu estava na casa daquele desconhecido, quando parei para pensar como o resto das pessoas da cidade o tratavam lembrei que nem ao menos sabia o seu nome, apenas o nome de seu animalzinho o cão Pirata.
Acho que fiquei deitada na cama por horas sem falar nada, olhando para o teto, e sentindo ainda o cheiro daquele desconhecido na minha pele.
Mas nada nesse mundo poderia curar assim de uma hora pra outra o vazio que minha vida se tornara, assim tratei de não pensar nele, a final não queria sofrer novamente.
Dessa maneira voltei-me aos estudos, á atividades voltadas a comunidade, e dia nos fins de semana ia visitar aquele desconhecido.
Eram dias de alegria, andavamos a cavalo, cozinhavamos juntos, cantavamos, era tudo muito simples, mas tudo com alegria com amizade...ele começara a fazer parte de minha vida, muito mais do que eu queria, muito mais do que eu buscava.
Ainda lembro bem, uma tarde de sabado chuvosa, em que fomos a venda juntos, passeávamos conversando muito felizes, rindo alto e contando causos, e não lembro de dia mais feliz naquela epoca, chegava em casa tão sorridente que minha mãe só dava Graças a Deus.
E eu estava feliz, e era isso o que eu precisava!!!
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